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O Uso da Calça Comprida para Mulheres

No final da década de 50 a mulher não usava calça comprida, nem botas e outros acessórios de vestuário feminino comuns hoje. Este costume foi mudado na década de 60, onde a calça comprida também passou a fazer parte do vestuário das mulheres.
Com essa mudança surgiu uma questão: seria correto a mulher usar calça comprida que até então era um costume somente dos homens?
O texto mais citado por aqueles que proíbem o uso de calça para as mulheres é Deut. 22:5: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus.”
Este texto se refere, segundo seu contexto histórico, à roupas íntimas, pois na época o vestuário era praticamente o mesmo para ambos os sexos (geralmente a túnica). A idéia do texto é proibir o homossexualismo, e não proibir calça comprida para as mulheres ou qualquer tipo de vestuário específico. A verdade é que nesta época nem havia calça comprida como as de hoje, então, como dizer que esse verso as proíbe?
Deus não está preocupado com formas, mas com princípios. Não importa se um pedaço de pano é usado como saia ou calça, o que interessa é se é modesto, econômico, saudável e descente – esses são os princípios que a Bíblia e o Espírito de Profecia defendem.
A calça comprida não é proibida pela Palavra de Deus ou pelo Espírito de Profecia, mas segundo os princípios cristãos, não deve ser muito apertada a ponto de mostrar as formas do corpo e comprometer a saúde. Ela deve ser confortável e apropriada a cada sexo.
Em muitos casos, ela é indispensável, principalmente em esportes ou atividades físicas e sociais, mas deve se observar essas questões.
A verdade é que as calças femininas hoje não são, na sua maioria, apropriadas, pois são muito justas e sensuais. Porém há calças descentes, modestas e sociais, ou seja, em conformidade com os princípios da Bíblia e do Espírito de Profecia.
Hoje existem saias que são transparentes ou curtas demais. Mas nem por isso podemos generalizar e proibir o uso de saias. Assim também devemos ter sabedoria para distinguir uma calça apropriada e uma que não seja, e não proibi-la enfaticamente.
Até um tempo atrás poderíamos dizer que a calça comprida para mulheres era um vestuário de estilo não social, por isso seu uso era desaconselhado em atividades sociais. Hoje porém a calça já foi inserida nos trajes sociais finos e executivos. É comum ver uma mulher com calça social e blazer desempenhando atividades executivas e administrativas, onde o vestuário usado por homens na mesma função é o terno e gravata.
A Igreja Adventista faz uso, em vários níveis da organização, de calças compridas femininas (de acordo com os princípios que ela defende para qualquer vestuário) para usos específicos como colportagem e educação (alunos e professores).
Sobre a posição bíblica e do Espírito de Profecia acerca deste tema, temos um excelente artigo de Roberto Olsen, que pode de forma clara e objetiva, definir qual tem sido a posição da Igreja Adventista no tocante ao uso de calça para as mulheres (Roberto Olsen, Pode Uma Dama Cristã Usar Calça? Colégio da União do Pacífico. 6 de março de 1974).
Citaremos suas conclusões:
1 - Sobre o texto de Deut. 22:5: “O texto em questão simplesmente adverte que os homens não deveriam vestir igual às mulheres. O mesmo nada diz acerca de calças e dificilmente pode ser usado como uma ordem absoluta contra o uso de tais peças de vestimentas para ambos os sexos. Nos tempos bíblicos nem os homens nem as mulheres usavam alguma coisa que se pareça com as calças modernas”.
2 – Sobre os textos do Espírito de Profecia, depois de analisar as principais citações de Ellen White sobre o vestuário, a conclusão foi a seguinte: “Não, Ellen White não proibiu o uso de calças compridas por parte das mulheres. O que ela objetou foi ‘eliminar a distinção na vestimenta de homens e mulheres’ (I Testemunhos, 460)”.
“Dificilmente é justificável a conclusão que os escritos de Ellen White se opõem ao uso de calças por parte das mulheres. Não obstante, se Ellen White vivesse hoje, faria uma exceção em relação do uso por parte das mulheres de roupas justas de qualquer tipo, ainda que fossem calças, jaquetas ou saias. Igualmente, teria algo desfavorável que dizer acerca do uso de mini saias. Mas, de acordo com a opinião de muitos, não protestaria contra o uso de calças ou trajes modestos que possibilitam a quem os usem conservar uma aparência feminina distintiva”.
Como fiéis devemos buscar seguir a risca os princípios do vestuário cristão, mas não devemos legislar sobre formas das vestimentas que estão dentro desses princípios. Se uma calça não é modesta ou descente, deve ser excluída do vestuário, assim como uma saia ou vestido que não seguem os parâmetros cristãos.
Por outro lado, se ela é descente, modesta e feminina, não há porque proibi-la. Vivemos numa cultura onde não é considerada homossexual uma mulher que usa calça, por isso, a distinção entre os sexos não é comprometida por esse tipo de vestimenta.
Se uma mulher não quer usar calça, não é pecado, desde que sua saúde e decência não sejam comprometidas (ex. Uma mulher usar saia em condições de frio extremo, não protegendo suas pernas; uma operária feminina usar saia para trocar lâmpadas de postes).
Note esta declaração do Espírito de Profecia:
“Seja qual for o comprimento do vestido, devem as mulheres vestir seus membros tão cabalmente como os homens. Isso se pode fazer usando calças forradas, terminadas num cadarço preso aos tornozelos, ou calças amplas, estreitando para os pés; e estas devem ser bastante compridas para ir até aos sapatos.” (E.White, Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 461)
Procure cuidar bem do seu vestuário, e não do vestuário do próximo. A salvação é individual e ninguém deve achar na condição de modelo ou juiz nesta questão.


por: PR. YURI RAVEM, Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS. Casado com Andressa, mestre em educação.Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas.




Como morreram, ou qual foi o fim dos discípulos?
PEDRO: morreu crucificado com 75 anos de idade, no ano 67 de nossa era. A tradição conta que ele pediu que o crucificassem de cabeça para baixo, porque se considerava indigno de morrer como seu Mestre.

TIAGO: filho de Zebedeu, foi o primeiro dos apóstolos a morrer por sua fé. foi decapitado à espada por ordem do rei Herodes Agripa I, por volta do ano 44 de nossa era.

JOÃO, irmão de Tiago, ambos considerados "filhos do trovão", e depois de andar com Jesus, ficou conhecido como o "discípulo amado", foi desterrado, pelo imperador Domiciano, para a Ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas. Morreu aos cem anos de idade, sendo o único dos apóstolos que teve morte natural. Segundo a tradição, ele foi lançado pelos inimigos num tacho de azeite fervendo, de onde saiu ileso.

ANDRÉ, irmão de Pedro, foi crucificado em Ática, na Ásia menor. Até exalar o último suspiro, continuou admoestando seus algozes.

TIAGO, filho de Alfeu, foi lançado do pináculo do templo de Jerusalém, e a seguir apedrejado até morrer.

MATEUS, o ex-coletor de impostos, pregou por quinze anos na Palestina, indo então para a Etiópia, onde foi morto à espada.

BARTOLOMEU pregou na Arábia, estendendo sua pregação até a Índia. Alguns afirmam que ele foi amarrado num saco e lançado ao mar, enquanto outros asseguram que ele foi esfolado vivo.

SIMÃO, o cananeu, também chamado Zelote, morreu na Pérsia. Por ordem do imperador Trajano foi martirizado até expirar.

FELIPE morreu na Ásia menor, enforcado num pilar do templo em Hierápolis.

TOMÉ, o incrédulo, veio a ser um dos maiores pregadores do cristianismo. Viajou muitíssimo, pregando nas regiões de Parta, Média, Pérsia, chegando até a Índia, onde morreu atravessado por uma lança, na cidade de Coromandel.

JUDAS Tadeu, irmão de Tiago, morreu cravado de flechas.

JUDAS Iscariotes, enforcou-se e serviu de alimento para os cães, após trair a Jesus com um beijo.

MATIAS, o substituto de Judas, foi o primeiro a ser apedrejado e em seguida, decapitado.

Outros seguidores e como foi o seu final:

ESTEVÃO morreu apedrejado.

MARCOS foi arrastado pela ruas de Alexandria, no Egito, até morrer.

BARNABÉ, também foi apedrejado. Conta-se que os judeus de Salamina zombavam dele enquanto sucumbia.

PAULO, o grande apóstolo dos gentios, foi decapitado em Roma, por ordem do tirano Nero. Talvez você esteja indagando: fizeram tanto por Cristo e receberam este tipo de recompensa? Respondo: Não, pois a morte não foi o fim da vida deles. A Bíblia esclarece que a morte é um sono, e não o final de tudo, pois Jesus irá ressuscitar a todos, e então sim, cada um terá a sua recompensa. E certamente, estes apóstolo de Jesus Cristo, juntamente com os salvos na Nova terra, irão se regozijar tanto com as maravilhas da Nova Jerusalém, que olharão para o passado, e ainda dirão: "Fizemos tão pouco para recebermos tanto."


Os 144 mil. Quem São?



Em Apocalipse 14 encontramos uma estrutura proléptica, na qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para então serem mencionadas as três mensagens angélicas responsáveis pela origem desse grupo (versos 6-12). Tanto a proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são descritas como ocorrendo no período final da história humana, que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-20).Nesse contexto, os 144 mil aparecem como a última geração dos verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11).O fato de Apocalipse 7:1-8 mencionar o mesmo grupo de 144 mil como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel” (verso 4) tem levado alguns comentaristas a sugerir que esse grupo será formado por judeus literais, em cumprimento a certas promessas do Antigo Testamento para com a nação de Israel. Essa interpretação carece, no entanto, de base bíblica e de fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gn 49:1-28); (2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinçõestribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver II Rs 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (ver Gl 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (ver Rm 9:6-8; I Pe 2:9 e 10).Uma vez que as doze tribos de Apocalipse 7 devem ser interpretadas simbolicamente, surge a indagação: podemos entender o seu número como literal? Embora alguns comentaristas o façam, existe uma forte tendência de ver nessa multiplicação de 12 vezes 12.000 (= 144.000) apenas um símbolo da totalidade de componentes da última geração dos salvos que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo.



Por Alberto R. TimmFonte: Sinais dos Tempos, julho de 1998, p. 29 (usado com permissão)www.centrowhite.org.br





SALT



O Seminário Adventista Latino Americano de Teologia, com sede em Cachoeira, Bahia, é uma instituição de ensino superior com curso de gradução na área de Teologia reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura em 31 de janeiro de 2006, através da portaria nº 356 publicada no Diário Oficial da União em 1º de fevereiro do mesmo ano. Missão Formar líderes, através do desenvolvimento de competências espirituais e intelectuais , para o exercício pleno da atividade eclesiástica e para a proclamação da mensagem e valores do Evangelho de Jesus Cristo. História Originado no antigo Educandário Nordestino Adventista (ENA), em Belém de Maria (PE) o SALT iniciou suas atividades em 1957, com 15 alunos. o Curso era ministrado em duas fases, os dois primeiros anos no então Seminário de Teologia do Nordeste e os outros dois em São Paulo, tendo a primeira turma de concluintes se graduado em 1963. O curso completo em quatro anos só foi iniciado em 1960. Em 24 de junho de 1979, ao ser criado o Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, o Seminário de Teologia do Nordeste passou a ser conhecido como SALT/ENA. Mais tarde, em 1987, foi transferido para a Vila de Capoeiruçu, município de Cachoeira



O Templo de Zorobabel (Ed 6:3 e 4)





O Templo de Zorobabel (Ed 6:3 e 4)

Não há tantas informações sobre esse templo, em 536 a.C, com a volta da primeira leva de cativos, de Babilônia, os judeus começaram então a reconstrução do que era o templo de Salomão.
Na época o governador era Zorobabel, Josué era líder chave e importante neste cenário, já haviam restaurado o altar, porém a obra no templo tornou-se mais lenta.
Os profetas levantados por Deus foram Ageu e Zacarias, que incentivando o povo à reconstrução do templo, lembrava-os inclusive de existirem cartas do Rei Ciro que os autorizava a reconstrução.
Embora tivessem começado com carinho e presteza, acomodaram-se por causa das dificuldades e o trabalho foi paralisado.
Os inimigos, samaritanos, que prejudicaram a obra fazendo-a ficar parada por mais de 15 anos, fez com que os judeus ficassem acomodados e desanimados, outro motivo era que o templo era inferior ao de Salomão.
Ageu os encorajou com a mensagem de Deus, de que a glória deste templo ultrapassaria a do anterior. A parte mais importante do santuário é a presença de Deus. Aproximadamente 500 anos anos mais tarde, Jesus Cristo caminharia pelos ários do templo.
Deus pergunta ao povo como podiam viver com tanto luxo, enquanto a sua casa estava em ruínas. O templo era o símbolo do relacionamento entre Judá e o Senhor, mais ainda estava demolido. Ao invés de terminarem a obra, o povo empregava tempo para embelezar suas próprias casas, porém, quanto mais trabalhavam para si mesmos, menos tinham, porque ignoravam sua vida espiritual. O seu trabalho não era produtivo, não era frutífero e suas posses materiais não eram satisfatórias.
O problema de Judá eram suas prioridades.
O povo só começou a reconstrução após 23 dias de Ageu ter anunciado sua mensagem.
Somente em 515 a.C (Ed 6:15) é que foram concluir devido a problemas, tempos angustiosos, construiam com uma mão na espada e outro na ferramenta de trabalho.
Não consta nenhuma informação sobre suas dimensões ou medidas, contudo, supomos ser inferior ao templo de Salomão, de forma que cidadãos diziam que ao terminar a construção seria como “nada”, essa foi a expressão usada na época.
Ag 2:3-4 - Quem há entre vós, dos sobreviventes, que viu esta casa na sua primeira glória? Em que estado a vedes agora? Não é como nada em vossos olhos? Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te, sumo sacerdote Josué, filho de Jeozadaque, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos exércitos,
Recolocaram os fundamentos do templo, imediatamente Deus os abençoou. Ele não esperou o projeto ser concluído. O Senhor frequentemente envia seu encorajamento e aprovação assim que damos os primeiros passos em obediência. O anseio de Deus é nos abençoar!
Deus concluiu sua mensagem a Zorobabel com a tremenda afirmação: “Porque te escolhi”. A mensagem tinha o objetivo de ensinar o povo suas verdadeiras prioridades.
Deus sempre quis estar com seu povo, amém!
Então, foi assim que cerca de 600 anos antes do nascimento do Salvador, Israel ficou sem templo. O povo dividira-se: havia dois reinos (Israel e Judá) inimigos um do outro. O povo tornara-se idólatra e totalmente iníquo, e o Senhor rejeitara a ele e ao seu santuário. O reino de Israel, formado aproximadamente por 10 das 12 tribos, fora subjugado pela Assíria por volta de 721 a. C. e, cem anos depois, a Babilônia conquistou o reino de Judá. Durante 70 anos, o povo de Judá, que passou a ser chamado de judeu, permaneceu na servidão, exatamente como fora predito. (Jr 25:11–12; 29:10).
Durante o reinado favorável de Ciro (Ed 1, 2) e de Dario (Ed 6) os judeus receberam permissão de voltar a Jerusalém e voltar a edificar um templo como prescreviam suas crenças. Em homenagem ao diretor da obra, o templo restaurado ficou historicamente conhecido como o Templo de Zorobabel. O alicerce foi colocado com uma cerimônia solene e, nessa ocasião, as pessoas mais velhas que sobreviveram e lembravam-se do antigo templo choraram de alegria. (Ed 3:12–13.) A despeito das formalidades legais (Ed 4:4–24) e outros obstáculos, o trabalho continuou e depois de voltarem do cativeiro, os judeus estavam com o templo pronto para a dedicação. O Templo de Zorobabel foi terminado, exatamente no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario. A cerimônia dedicatória foi realizada em seguida.(Ed 6:15–22.) É verdade que, no que se refere à riqueza do acabamento e da mobília, esse templo era bem inferior ao Templo de Salomão, mas era o melhor que o povo podia construir e o Senhor aceitou-o como a oferta que simbolizava o amor e devoção de Seus filhos. O fato de que profetas como Zacarias, Ageu e Malaquias ministraram entre as paredes desse templo são prova da aceitação divina.
fonte:Publicado em 20. fev, 2009 por Advir em Artigos





Obama e a profecia



Barack Hussein Obama II, de 47 anos, foi eleito presidente dos Estados Unidos no dia 4 de novembro. Obama é filho de um economista queniano e de uma antropóloga americana. Após o divórcio dos pais, a mãe de Obama casou-se com um indonésio. Em 1967, Obama mudou-se com a família para Jacarta, onde estudou até os 10 anos de idade.
O senador democrata pelo Estado de Illinois é casado desde 1992 com Michelle Obama, com que tem duas filhas, Malia Ann e Natasha “Sasha”. Obama é graduado em Ciências Públicas pela Universidade de Columbia e em Direito pela Universidade de Harvard. Fato interessante é que Obama estudou em colégio católico, é filho de pai muçulmano e professa a fé evangélica. A tônica da campanha do 44º presidente dos Estados Unidos, que deve assumir no dia 20 de janeiro, foi a palavra “mudança”.
Em 1963, o pastor batista Martin Luther King profetizou: “Tenho um sonho que meus quatro filhos viverão, um dia, em um país onde não sejam julgados pela cor de sua pele, e sim por seu caráter”. Este dia chegou. “Sei que meu pai estaria orgulhoso dos Estados Unidos”, declarou a filha do ativista, morto no dia 4 de abril de 1968, Bernice, em entrevista à TV, segundo a agência France Press.
Após um breve e necessário histórico da vida do novo presidente dos Estados Unidos, vamos falar sobre o papel de Obama na profecia bíblica. Apocalipse (Revelação de Jesus Cristo) 13 fala de duas bestas que, em profecia, significam poderes.
Nos primeiros 10 versículos, a Bíblia faz menção à Igreja Católica. O texto: “e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses” (Apocalipse 13: 5) significa o domínio da Igreja Romana por 1260 dias (42 meses X 30 dias) proféticos ou 1260 anos. Em profecia, um dia equivale a um ano (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6).
Os 1260 anos se referem ao período de 538 a 1798 de nossa era, quando o papado “dominou” o mundo. No livro O Grande Conflito, Ellen White relata que em 1798 “um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde, desde então, exercer o poder que antes possuíra”.
O poder do Vaticano era superior ao de reis e reinados e se colocava no lugar de Deus quando trazia para si adoração, intercessão e perdão de pecados, atributos que só pertencem a Deus. Venda da salvação por meio de indulgências e mistura da pura religião de Jesus com os ritos pagãos do Império Romano (observância do domingo, adoração a imagens, conceder caráter divino ao papa – antes era ao imperador vigente) foram outros erros cometidos pelo poder mencionado em Apocalipse 13.
A outra besta ou poder são os Estados Unidos. Apocalipse 13:12 diz que os Estados Unidos exercem “todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”. A chaga mortal de 1798 foi curada quando, em 1929, Benito Mussolini assinou um tratado devolvendo as terras ao Estado do Vaticano.
Com relação aos Estados Unidos como besta, cabe o texto explicativo da escritora norte-americana Ellen White: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro” (Apocalipse 13:1). Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir” em 1798. Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte e buscaram asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos havia que se decidiram a estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que “todos os homens são criados iguais”, e dotados de inalienável direito à “vida, liberdade, e procura de felicidade”.
Os textos utilizados até agora serviram como base para abordar o papel de Barack Obama na profecia. O novo presidente dos Estados Unidos é a esperança de um mundo melhor, esperança de paz, de mudanças.
Obama venceu porque todos esperam que ele realize câmbios radicais na política e na economia local e mundial. Um leitor da Folha On-line comentou assim a vitória do democrata: “A esperança nasce em todo planeta… A esperança de um mundo suficiente, sem racismo, sem violência e sem a guerra do Iraque que envergonhou os Estados Unidos e consternou o mundo.” Esquecemos que a única esperança é Jesus, “o Caminho, a Verdade e a Vida”!
Voltando a Apocalipse 13, o versículo 12 diz que os Estados Unidos farão com que “a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, que segundo já vimos é o papado. Mais adiante, a Bíblia diz que ninguém poderá comprar ou vender senão os que tiverem a marca da besta.
Ellen White profetiza: “Os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio está ainda longe de ser destruída.”
A escritora cristã tinha razão. De acordo com a embaixadora do Brasil no Vaticano, Vera Machado, o Vaticano tem acordos assinados para a regulamentação da Igreja Católica em mais de 100 países. Regulamentar significa tornar a Igreja como religião oficial do Estado. O governo Lula não aceitou o pedido de Bento XVI e optou “preservar e consolidar o país como Estado laico”, ou seja, sem religião oficial.
Os Estados Unidos cumprirão os propósitos de Roma, e esta, daquele. A nação mais poderosa do mundo tem poder cultural, exercido através de filmes e seriados que “impõem” seu estilo de vida e ideologia, poder armamentista e financeiro. O Vaticano tem poder religioso e financeiro, pois defraudou o mundo por 1260 anos.
Os Estados Unidos precisam de dinheiro para tapar os buracos de uma economia que viveu anos à mercê de especuladores e do consumismo de seus cidadãos. O papado necessita de poder, se necessário bélico, para impor a adoração a um falso dia de descanso.

por:Márcio Basso Gomes
Jornalista da Rede Novo Tempo